“Biblioteca pública é, por natureza, um espaço acolhedor e emancipatório”, afirma presidente do CFB em lançamento de campanha em Salvador

A presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), Dalgiza Andrade, destacou, durante o lançamento da campanha “Biblioteca Pública: lugar de acolhimento e emancipação”, realizado na manhã da sexta-feira (13), em Salvador, que as bibliotecas públicas devem ser reconhecidas como espaços de acolhimento, pertencimento e acesso democrático ao conhecimento.

O evento ocorreu na Biblioteca Pública do Estado da Bahia e reuniu conselheiros de diferentes Conselhos Regionais de Biblioteconomia (CRB) do país, bibliotecários, autoridades do Ministério da Cultura, além de estudantes de Biblioteconomia da capital baiana. A mobilização buscou reforçar o papel social das bibliotecas públicas como equipamentos culturais fundamentais para o acesso ao conhecimento, à cultura e à cidadania.

Segundo a presidente do CFB, a escolha da Bahia para iniciar a campanha está relacionada ao papel histórico do Estado na trajetória das bibliotecas no país. 

“Estivemos reunidos aqui na Bahia por dois dias, tanto nas dependências da Biblioteca Pública quanto na Assembleia Legislativa, discutindo definições sobre um marco legal para as bibliotecas públicas no Brasil. Começamos pela Bahia pela importância histórica de sediar a primeira biblioteca pública do país”, afirmou Dalgiza.

A programação dos dois dias de atividades e, sobretudo, o lançamento da campanha,  também incluiu debates sobre a construção de políticas públicas para fortalecer a rede de bibliotecas públicas brasileiras. De acordo com a presidente, a expectativa é que a iniciativa realizada em Salvador se expanda para outros Estados.

“Nós esperamos que essa agenda aqui na Bahia possa se replicar em outros Estados do país, para assegurar que esse equipamento cultural tão necessário seja a porta de entrada para o conhecimento. A ideia é fortalecer a biblioteca pública como um espaço de acolhimento, emancipação e também de pertencimento”, disse.

Durante a fala, Dalgiza ressaltou ainda que as bibliotecas públicas possuem um papel essencial na promoção da inclusão social por serem espaços abertos a toda a população.“A biblioteca pública reúne inúmeras características, mas a mais importante delas é que ela não trabalha com nenhum tipo de segregação. A biblioteca pública é, por excelência, por natureza e por finalidade, acolhedora e emancipatória”, destacou.

A representante do Conselho também defendeu a articulação entre profissionais da área, gestores públicos e agentes culturais para ampliar e qualificar as políticas voltadas às bibliotecas no país.

“Contamos com os bibliotecários do Brasil, com os ativistas da Biblioteconomia e da cultura para que unidos possamos, em parceria com o Ministério da Cultura, trabalhar na efetivação e na melhoria desse equipamento cultural tão necessário ao Brasil”, concluiu a presidente do CFB.